Trolls – monstrinho mau!
Estava conversando com @erickpatrick e o assunto sobre Trolls surgiu na conversa e eu parei pra pensar e reparei que eu nunca havia utilizado nenhum Troll em nenhuma aventura minha até hoje em nenhuma de minhas mesas. Isso mereceu uma postagem, sendo assim, apresento-lhes, O TROLL.
O Livro dos Montros, 3.5ª ed., diz que os Trolls “são monstros carnívoros e horrendos, encontrados em todos os tipos de clima (…) possuem um enorme apetite e devoram tudo, desde lagartas até ursos (…) eles costumam se entocar perto de pequenas colônias e caçam seus habitantes até que todos sejam devorados”. Ainda de acordo com o Livro, essas criaturas chegam a ter 3 metros de altura, pesar mais de 250kg e são muito ágeis, ferozes e inteligentes. Suas fêmeas são maiores e mais perigosas que os machos.
Sua aparência monstruosa, seus braços longos e seu andar desajeitado criam uma falsa impressão falsa de fragilidade e descoordenação. A pele é grossa, com aspecto emborrachado e com tonalidades esverdeadas, acinzentadas ou em tons grafite.
Muitas descrições os definem de outras maneiras, mas não tem muito material de pesquisa por aí sobre Trolls. Algumas considerações afirmam que eles se estabelecem perto de pequenas comunidades humanas halflings para não sofrerem ameaças significativas de organizações maiores. Assim, fica fácil raptar rebanhos, cereais e objetos destas comunidades.
Por não conseguirem produzir nem fabricar utensílios, ferramentas ou estruturas mais complexas, seus hábitos os induzem a roubar o que precisam utilizando técnicas ousadas e estratégias mais complexas. Agindo de maneira ardilosa, uma comunidade Troll pode induzir os animais de um rebanho a se espalhar nas terras de seus donos, dificultando o pastoreio e justificando sumiços de animais. Simulam ataques de bandidos e saqueadores a fazendas, celeiros e armazéns de grãos para acobertar suas presenças, desviando atenção de toda a comunidade. Dessa forma, é bem possível um pequeno grupo de Trolls viver por anos perto de comunidades sem serem percebidos.
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Características raciais
Essas criaturas temem poucas ameaças específicas, como o fogo ou um grande número de oponentes, e atacam impiedosamente seus inimigos. Vejam a ficha técnica do Troll básico:
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Troll (tamanho Grande )
Dados de vida: 6d8+36 (65 PV)
Iniciativa: +2
Deslocamento: 9 metros
CA: 16 (-1 tamanho; +2 Des; +5 Natural)
Ataque base/Agarrar: +4 / +14
Ataque total: CC garras +9 (1d6+6); mordida +4 (1d6+3); especial Dilacerar (2d6+9)
Qualidades especiais: visão no escuro, visão na penumbra, regeneração e faro
Resistências: FORT +11; REFL +4; VONT +3
Habilidades: For 23; Des 14; Con 23; Int 6; Sab 9; Car 6
Perícias: Observar +6, Ouvir +6 (Percepção +6)
Talentos: Prontidão; Rastrear; Vontade de Ferro
Ambiente: Montanhoso/Aquático/qualquer
Organização: solitário ou gangue (2-4)
ND: 5
Tendência: geralmente C/M
Progressão: classe
Ajuste de nível: +5
Dilacerar: se um troll atingir um inimigo com suas duas garras, ele conseguirá rasgar a pele do oponente, causando dano extra de 2d6+9.
Regeneração: qualquer membro amputado será recuperado em 3d6 minutos ou se unirá novamente ao corpo do troll, se ele colocar a parte perdida sobre o ferimento, instantaneamente.
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Trolls podem ser utilizados pelos jogadores como personagens, adaptando a ficha com as seguintes modificações sugeridas:
- +12 em Força;
- +4 em Destreza;
- +12 em Constituição;
- -4 em Inteligência (mínimo 3);
- -2 em Sabedoria;
- -2 em Carisma;
- Tamanho Grande;
- Dobro do limite de capacidade de carga;
- Habilidades de Troll;
- Idiomas automático: Gigante, Comum e Orc;
- Ajuste de nível: +5.
O que eu acho do Troll:
Este é um monstro com muitas possibilidades e uma carga histórica muito pesada sobre ele, tanto por fazer parte de histórias infantis, mitologias e contos, como por ser uma criatura clássica desde o D&D 1ª Edição. Ele é retratado de diversas maneiras em diferentes cenários, mas, em todos, ele é uma criatura perigosa que sempre ameaça as civilizações. Assim, o mestre pode adaptar as características básicas do monstro de acordo com seu cenário ou enredo e moldar esta criatura muito versátil.
Uma idéia é considerar este animal como dependente das cavernas, da noite e da escuridão, deixando-o como um ser noturno. Neste caso, a ferocidade da criatura poderá ser ampliada e algumas características somadas ou ressaltadas. O mestre pode ainda trazer características Tolkeanas, tornando a luz do sol fatal para esses monstros. Ou ainda, o mestre poderá tratá-los de maneira mais fantasiosa, como nos contos de fadas, em que a violência e maldades são contidos, transformando o Troll em um trapaceiro e arruaceiro. Enfim, as possibilidades são muitas.
Para encerrar, no mundo padrão do D&D 3.5ed. tratar os Trolls como ameaças reais, organizados e perigosos varia muito o jogo quanto à ação, tirando o foco da exclusividade dos Orcs e Kobolds.
See ya!
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Belo apanhado sobre os trolls… Uma coisa que tu colocou ai que acontece muito é os Orcs e kobols serem “os donos das festas”…
Quando se quer colocar outros monstros na história esquece-se um pouco dos trolls até porque já se está em algo mais avançado, os personagens já podem enfrentar desafios mais perigosos, consequentemente, monstros mais perigosos que os trolls…
Enfim, bom artigo! Abraços e até mais!
Valeu Erick, mas o que os mestres esquecem é que o perigo não está na criatura utilizada, e sim no contexto montado. Já botei marmanjo de 12º nivel pra correr de Kobolds e seis jogadores de nível 8 se borrando de medo de um limozinho qualquer.
Eu pelo contrário, já utilizei MUITOS Trolls em minhas aventuras (adoro eles).
Um PdJ já morreu pra um, uma vez…
Já ouvi que os trolls eram feitos de planta, por isso tinham medo do fogo e se regeneravam.